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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Tremor de terra assusta moradores do norte do Mato Grosso do Sul

CAMPO GRANDE - Um tremor de terra, que durou aproximadamente cinco segundos, assustou moradores das cidades de Coxim, Rio Verde e São Gabriel do Oeste, no norte do Mato Grosso do Sul, no início da noite desta segunda-feira. O tremor de terra atingiu 4,8 graus de magnitude na escala Richter e foi registrado pelo U. S. Geological Survey Earthquake, que usa dados de estações sismológicas na América Latina.

Conforme o instituto, o abalo sísmico ocorreu às 18h15m. O epicentro do tremor está localizado a 245 quilômetros de Campo Grande. Segundo Eduardo Alexandre Menezes, técnico em sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o órgão cruza informações de duas estações brasileiras.

- Uma delas fica em Riachuelo (RN) e em Samuel (AC), além da de Lima Verde, no Chile - explicou.

Em alguns bairros de Rio Verde, como o Jardim dos Estados, casas chegaram a rachar, segundo relato do radialista Vinicius Marques.

- As pessoas estão apavoradas. Todos saíram das casas após o abalo e ninguém quer voltar, com medo de outro tremor - conto.

No Corpo de Bombeiros de Coxim a informação é que os telefones não param de tocar com relatos do tremor, entretanto, não foi registrada qualquer ocorrência grave.

Minc fala nesta terça na Comissão de Segurança Pública da Câmara

Depois do adiamento da semana passada, estão confirmados para esta terça, dia 16, às 14h30, os esclarecimentos do ministro do Meio Ambiente Carlos Minc à Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, por conta da participação do ministro da Marcha da Maconha do Rio de Janeiro. O ministro foi chamado porque a comissão considerou que sua participação no evento que defende a legalização da maconha foi um ato de apologia ao crime.

"Agradeço aos deputados que fizeram esta convocação. É mais uma chance de o país debater esse assunto com profundidade, sem dogmas nem preconceitos", disse Minc esta semana ao site da Folha de São Paulo, lembrando também que sua posição "é muito parecida" com as do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador fluminense Sérgio Cabral, além de outros ministros de Estado. "Todos eles acham que a questão da droga deve ser tratada com uma questão de informação, prevenção e saúde pública. E não de achar que o consumidor, o usuário, é um criminoso", afirmou.

Como já é sabido, Fernando Henrique atualmente co-preside a Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, que propõe a transformação do problema do consumo de drogas numa questão de saúde pública. A comissão também defende a descriminalização completa do consumo de maconha (atualmente, nossa confusa lei sobre o assunto não prevê mais prisão, mas continua considerando o ato um delito passível de sanção legal), e afirma que "é necessário quebrar o tabu que bloqueia o debate" sobre as drogas na nossa sociedade. Já o governador Sérgio Cabral, logo após sua posse, também defendeu o que chamou de "ampla discussão" sobre a legalização do consumo da maconha, por considerar o aumento da violência consequência do tráfico da droga.

Em seu depoimento, Minc deverá reafirmar aos integrantes da comissão - em sua maioria deputados oriundos das policiais civil e militar - que a marcha não é um evento ilegal, e participar dela é um direito que lhe cabe como cidadão. "A marcha, assim como eu, discute a eficiência das leis atuais sobre o assunto. Porque ninguém, em sã consciência, pode achar que estas leis, tal como estão, são realmente eficazes, e que as pessoas consomem menos, e que os traficantes estejam mais fracos ou corrompam menos os agentes públicos", disse o ministro ao falar à imprensa sobre sua presença na comissão. Minc chamou também de "truculência" qualquer tentativa de integrantes do Congresso Nacional de impedirem-no de comparecer a uma manifestação pública como a Marcha da Maconha.

Susan Boyle retoma turnê após tirar 'dia de repouso'

LONDRES - Susan Boyle, que ficou mundialmente famosa depois de cantar no programa de televisão "Britain's got talent", retornou ao palco nesta segunda-feira, depois de cancelar uma apresentação no fim de semana, em meio a preocupações com sua saúde.

A cantora amadora escocesa de 48 anos encantou a plateia de 6.000 espectadores em Glasgow ao cantar "Memory" do musical "Cats", seguido do hit que a transformou em estrela, "I dreamed a dream", de "Les Miserables".

"Ela cantou diante de 6.000 escoceses", disse uma porta-voz da turnê. "Está em êxtase", acrescentou ela, dizendo que Boyle foi aplaudida de pé pela plateia.

Boyle, cuja primeira apresentação no "Britain's got talent" foi baixada na Internet cerca de 200 milhões de vezes, convertendo-a em celebridade mundial, vem tendo dificuldade em enfrentar as pressões que acompanham sua fama repentina.

" No domingo ela foi aconselhada a tirar um dia de descanso. Ela não desistiu da turnê "

Na fase que antecedeu a final do programa, ela irrompeu em lágrimas em vários momentos. Pouco depois de perder a final para a trupe de dança Diversity, ela foi internada numa clínica particular, sofrendo de exaustão.

Vista como estrela improvável devido a sua aparência nada glamourosa e seu comportamento idiossincrático, Boyle cantou no concerto de abertura da turnê de finalistas, na sexta-feira, em Birmingham, e novamente no sábado em Sheffield.

Mas no domingo ela deixou de comparecer, suscitando novos receios quanto a sua saúde mental.

"Ela deve voltar ao palco esta noite", disse uma porta-voz da turnê, acrescentando que ainda não foi decidido se Boyle vai apresentar-se em Glasgow, Escócia, seu país.

"No domingo ela foi aconselhada a tirar um dia de descanso. Ela não desistiu da turnê".

Depois do fim da turnê, a expectativa é que Boyle grave um álbum que chegará às lojas até o Natal.

Última loja da Virgin nos Estados Unidos fecha as portas

Publicada em 15/06/2009 às 12h05m
O Globo


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No dia 10.06, homem colou um aviso no cartaz da liquidação da Virgin Megastore: 'faltam cinco dias'. A última loja da cadeia de venda de CDs nos EUA fechou as portas no domingo / Reuters

RIO - Caiu, no domingo, mais um símbolo da combalida indústria musical. Incapaz de concorrer com a crise econômica e os novos suportes digitais, a gigantesca Virgin Megastore da Union Square, loja-referência da cadeia de venda de discos, fechou definitivamente as portas. Esta e uma pequena loja em Hollywood eram as últimas remanescentes da outrora poderosa rede ainda ativas. Em seu último dia, os descontos nos produtos chegaram a 90 por cento.

Virgin e Universal vão oferecer música ilimitada na web

"Infelizmente, as grandes lojas de varejo de música viraram um dinossauro", lamentou, ao jornal "The New York Times", o ex-empregado da Virgin Tony Beliech, de 39 anos, com um punhado de CDs nas mãos que, somados, custaram-lhe menos de US$ 20. "Mas isso aqui funcionava também como um ponto de encontro social, algo que a compra de música pela internet não pode oferecer".

A Virgin segue o mesmo caminho de outras redes de varejo, como a britânica HMV (que encerrou atividades no país em 2004) e a Tower Records (fechou suas 89 lojas nos Estados Unidos em 2006). Para o analista financeiro Michael McGuire, "o 'Titanic' que são os suportes físicos começou a afundar lentamente em 2000, algo traumático para os empregados neste negócio, mas previsível dentro desta transição para o modelo digital". De acordo com a empresa de consultoria Nielsen SoundScan, desde 2000, quando 785 milhões de unidades foram vendidas, a indústria amarga uma queda de 45% nas vendas de discos.

Dezenas de lojas independentes, porém, resistem em Nova York e, de acordo com a Almighty Institute of Music Retail, uma companhia de pesquisa de mercado, há cerca de 2 mil estabelecimentos do tipo nos Estados Unidos. Mas quem irá comprar nelas? Max Redinger, de 14 anos, passeava com seu cão na frente da Virgin moribunda no domingo e acabou comprando alguns bonecos do game 'Guitar hero', além de livros de 'anime'. Ao "New York Times", Redinger contou que compra músicas pelo iTunes e mencionou que um amigo o levou recentemente a uma loja de música "física". "Era um lugar bem legal, mas realmente não vou comprar nada lá".

A Virgin ainda mantém lojas abertas na Europa e no Oriente Médio.
Ladrão armado trava em porta giratória e troca tiros com seguranças de banco no Paraná

Plantão | Publicada em 15/06/2009 às 18h42m
Portal RPC


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CURITIBA - Um criminoso armado com um revólver tentou roubar um cliente de um banco, mas travou na porta giratória detectora de metais, na tarde desta segunda-feira, em Curitiba. Ao travar na passagem, o bandido começou a fazer disparos. Os seguranças do banco revidaram e o ladrão recebeu três tiros. Ele não corre risco de morrer.

O criminoso perseguiu uma vítima na entrada de uma agência do banco Itaú da Rua Nicola Pelanda, bairro Umbará, por volta das 15h. A vítima apurou o passo e conseguiu passar pela porta giratória. O bandido, identificado como Herculano Mello Lemes da Silva, de 52 anos, tentou entrar no banco, mas a entrada com sistema detector de metais travou - por causa do revólver calibre 38 que ele carregava.

Desesperado com a situação, Silva resolveu fazer disparos contra a porta em várias direções. Segundo a perita do Instituto de Criminalística Jussara Joeckel, o ladrão fez pelo menos cinco disparos. Dois seguranças da agência bancária reagiram e acertaram três tiros no criminoso: um no braço, outro no dorso e o terceiro na cabeça.

Apesar dos vários ferimentos, Silva não corre risco de perder a vida, pois os tiros não acertaram nenhum órgão vital, segundo informações do setor de assistência social do Hospital do Trabalhador. Ele está sob escolta da polícia e consciente. A Polícia Civil passa a investigar a presença de um outro homem que estaria na porta de entrada para dar cobertura a Silva, de acordo com informações de testemunhas da tentativa de assalto. Além do acusado, ninguém mais ficou ferido.
Ministério Público e Polícia Federal
Senadores querem investigação externa dos atos secretos da Casa

O senador Cristovam Buarque (PDT-DT) propôs hoje (15) que o Senado convide a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) para participarem das investigações sobre a existência de atos secretos na Casa


15 Jun 2009 - 20h59min
O senador Cristovam Buarque (PDT-DT) propôs hoje (15) que o Senado convide a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) para participarem das investigações sobre a existência de atos secretos na Casa. Para o pedetista, todos os senadores estão “sob suspeição” e uma apuração apenas interna não teria a credibilidade suficiente para convencer a opinião pública.

“Uma comissão interna do Senado não basta mais. É preciso chamar aqui entidades externas. Chamar a Polícia Federal, não a Polícia Federal entrar no Senado, mas a Casa convidá-la, para que, com seu conhecimento de investigação, possa descobrir o que houve. É preciso chamar o Ministério Público, chamar instituições nas quais, depois, a opinião pública acredite”, afirmou Cristovam.

“Hoje, qualquer relatório assinado por nós [senadores], a opinião pública não vai acreditar. Então, não vai servir para o que a gente quer. É preciso investigar e que a população acredite”, acrescentou.

Os atos secretos vieram à tona nas últimas semanas após divulgação dos resultados de uma comissão criada para investigar contratações e concessões promovidas durante as últimas administrações do Senado. Esses atos teriam sido usados pela administração da Casa para contratar servidores e autorizar desde a nomeação de parentes de senadores ao pagamento de horas extras para servidores e não foram publicados de maneira imediata, como manda a lei.

Os tais atos secretos foram assinados durante as gestões dos ex-diretores Agaciel Maia (Diretoria geral) e João Carlos Zoghbi (Recursos Humanos). Os dois foram afastados dos cargos por denúncias de envolvimento em licitações fraudulentas e utilização de “laranjas” em empresas, que prestam serviços terceirizados ao Senado.

Para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), é “imprescindível” que o Ministério Público e a Polícia Federal também participem das investigações a cerca dos atos secretos editados no Senado. “Há suspeição em relação a qualquer conclusão que tenha origem na própria Casa. Temos a responsabilidade de apurar, até porque nossa apuração pode ser mais rápida, mas não podemos prescindir de uma apuração do Ministério Público e da Polícia Federal”, argumentou. “É a única alternativa”, reforçou Dias sobre a participação de órgãos externos na investigação de irregularidades na Casa.

Na última sexta-feira (12), o procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) Marinus Marsico pediu a abertura de um processo para a investigação de todos os atos secretos do Senado. Além disso, uma comissão interna deve concluir esta semana um relatório sobre os atos secretos.